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VIENA SEDUTORA
Ensaio inédito de Marjorie Perloff

 

 

SIBILA 5
ANO 3 – 2003

 

Leia:
VIENA SEDUTORA – Ensaio inédito de Marjorie Perloff

ARKADII DRAGOMOSHCHENKO
Uma voz viva da rússia

Ainda:
Regina Silveira / Ana Hatherly / Affonso Ávila
Mário Faustino / Henriqueta Lisboa
Roger Laporte / Kafka / Mallarmé & Rimbaud

 

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VIENA SEDUTORA
OU COMO GABRIELLE MINTZ SE TRANSFORMOU EM MARJORIE...
Marjorie Perloff

 

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Vista do Cafe Herrenhof. Interior do Cafe Sabarsky.

 

Liberal em sua constituição, a Áustria foi administrada clericalmente. O governo era do clero mas a vida diária era liberal. Todos os cidadãos eram iguais perante a lei mas nem todos eram cidadãos. Havia um Parlamento que declarava sua própria liberdade de modo tão veemente que, em razão disso, muitas vezes, ele era mantido fechado; havia uma Lei de Poderes Emergenciais que permitia que o governo funcionasse sem o Parlamento. No entanto, quando todos haviam aceitado o absolutismo, a Coroa decretou que já era hora de voltar ao parlamentarismo.

— Robert Musil, The Man Without Qualities
[O Homem Sem Qualidades], 1952
[1].

 

Durante muito tempo pensei que tinha dificuldades como escritor por escrever em alemão, pois minha relação com a Alemanha é somente através da língua, já que fui formado por uma gama de experiências e sentimentos de um lugar diferente. Sou da Áustria, de um pequeno condado que, eufemisticamente falando, tentou sair da história mas que tem um passado poderoso e monstruoso.

— Ingeborg Bachmann, Entrevista, 1969 [2].

 

Foi realmente uma idéia absurda voltar para Viena. Mas o mundo é obviamente constituído somente por idéias absurdas.

— Professor Robert em Thomas Bernhard. Heldenplatz, 1995 [3].

 

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Griensteidl Cafe, 1898.

 

Gabriele von Bülow, nome que me foi dado quando nasci, era filha do grande filósofo, lingüista e humanista prussiano do século XIX Wilhelm von Humboldt; seu tio era o igualmente renomado naturalista Alexander von Humboldt. Ela se casou com um diplomata e estadista, era uma escritora prolífica, hoje conhecida principalmente por sua extensa correspondência. Não só a Humboldt University em Berlim recebeu o nome de seu pai, mas também existe uma Gabrielevon-Bülow Oberschule, em Berlim.

Mas qual a ligação entre mim, a filha de Maximilian Mintz, cuja família judia vienense veio originalmente da Galícia (Polônia) e da Rússia, e de Ilse Schüller, cujos avôs judeus (Sigmund Schüller e Emil Rosenthal) eram fabricantes de tecidos, o primeiro em Brünn (Brno) e o outro em Hohenems (perto da fronteira com a Suíça), e a aristocracia prussiana? Por que meu pai, Mintz, recebeu o nome do imperador de Hapsburg do final do século XV, Kaiser Maximiliano I?

Sem dúvida meus pais se encantaram com Gabriele von Bülow, especialmente minha mãe, uma intelectual, enquanto admiravam o pai de Gabriele por sua ligação com Goethe, cujo trabalho foi disseminado por von Humboldt. Meus pais consideravam Goethe o grande escritor e pensador do mundo moderno em oposição ao antigo. É difícil para os americanos entenderem a sede de cultura (Kulturdrang) da alta burguesia assimilada, talvez até mesmo batizada, dos judeus vienenses – uma Kulturdrang que começou com a Emancipação de 1867. O Kaiser Franz Josef promulgou uma nova constituição que garantia liberdade de religião e direitos civis para todas as pessoas do império austro-húngaro, assim abrindo caminho para que os judeus pudessem adquirir propriedade, freqüentar escolas públicas e exercer grande parte das profissões. O extraordinário sucesso dos judeus austríacos depois da Emancipação, um sucesso sempre obscurecido pelo anti-semitismo amplamente difundido no império, terminaria abruptamente com o Anschluss alemão na Áustria em março de 1938. Mas mesmo em seus novos lares em Nova Iorque ou Los Angeles, São Paulo ou Sydney, aqueles refugiados que conseguiram escapar dos nazistas continuaram atraídos pela cultura vienense, com seus ideais de Bildung, Wissenschaft, conhecimento e gosto pelas artes. Meus próprios pais e avós, estabelecidos em Riverdale – um local que, eles ficaram felizes em notar, era muito mais respeitável que Bronx, do qual fazia parte – continuaram a falar com carinho da Ópera de Viena ou do Museu Kunsthistorisches ou do Burgtheater como espaços culturais sem paralelo na América. Mesmo Dobostorte e Palatschinken (crepes) – as sobremesas do império austro-húngaro – eram consideradas indiscutivelmente superiores à Apple Brown Betty, ao creme e, à gelatina Jell-O, a pior de todas, uma sobremesa que os refugiados vienenses em Nova Iorque consideravam simplesmente imprópria para consumo!

A questão da Kultur vienense ainda está muito presente, embora o mundo da dupla monarquia, carinhosamente conhecida como k e k (para kaiserlich und königlich, imperial e real), tenha se desmoronado há quase cem anos, uma conseqüência da Grande Guerra. Em Los Angeles, onde meu marido e eu vivemos há 25 anos, a cultura dos refugiados alemães e austríacos desempenhou um papel decisivo no final da década de 1930 e na década de 1940. O compositor Arnold Schoenberg já tinha se estabelecido aqui por volta de 1934; os escritores Thomas Mann, Bertold Brecht, Lion Feuchtwanger e Theodor Adorno chegaram no início dos anos 1940, fixando-se em Pacific Palisades, que por sinal não é muito longe da minha casa em Amalfi Drive. Evidentemente, os refugiados alemães e austríacos foram atraídos para Palisades porque seu terreno montanhoso e arborizado, com vista para o oceano, lembrava-os sua amada Riviera italiana; de fato, a área é hoje chamada de Riviera e os nomes das ruas, como Amalfi Drive, são todos italianos: Capri, Sorrento, San Remo, Napoli — até mesmo o improvável Ravoli (de Ravioli?).

A antiga casa de Feuchtwanger, a espetacular Villa Aurora, perto do Pacífico, no começo de Palisades, é hoje a Fundação das Relações Euro-americanas, criada pelo governo alemão através do Instituto Goethe e projetada para promover o entendimento de novas manifestações na literatura e na arte e para comemorar as grandes conquistas da cultura de exílio. No agradável pátio espanhol da Villa Aurora podemos observar – depois de uma palestra ou concerto – uma interessante mescla de refugiados idosos, jovens artistas e escritores alemães saboreando pequenos sanduíches (Brötchen) e bebendo vinho branco.

Depois da guerra, Mann, Brecht e Adorno entre outros, voltaram à Europa; afinal eles nunca tinham se acostumado a América que eles descobriram ser, principalmente na sua encarnação hollywoodiana, inteiramente hostil a um desenvolvimento cultural e literário significativo. Schoenberg, e diretores de filmes austríacos como Fritz Lang, decidiram ficar; o compositor escreveu alguns dos seus mais importantes trabalhos como A Survivor of Warsaw [Um Sobrevivente de Varsóvia] aqui, na sua casa, em Brentwood. Mas até que ponto sua obra foi absorvida pela cultura musical americana? E o que tal absorção realmente significa? Como alguém cuja “verdadeira” identidade foi, um dia, a de Gabriele Mintz, não posso deixar de levantar essas questões.

De fato, a recepção do trabalho de Schoenberg na América oferece um paradigma interessante das contradições da disseminação cultural como eu passei a conhecê-las. Um judeu austríaco batizado (que mais tarde se reconverteu ao judaísmo), Schoenberg lecionava na Academia Prussiana em Berlim quando Hitler assumiu o poder em 1933 [4]. Ele fugiu para os Estados Unidos, fixando residência em Los Angeles, onde passou os últimos 17 anos de sua vida. “Ainda me lembro”, o compositor escreveu sobre seus anos em Viena, “de um homem falando de mim com autoridade: ‘Mesmo que ele fosse um Mozart, ele deveria cair fora’” [5].

Em Los Angeles, ele lecionou primeiro na University of Southern California (usc) e depois na University of California, Los Angeles (ucla), e influenciou uma geração inteira de compositores americanos incluindo John Cage, cujas estórias sobre Schoenberg são lendárias. Schoenberg nunca mais voltou à Europa.

Após a morte, sua família doou seu extraordinário patrimônio – um arquivo contendo importantes partituras e manuscritos, trabalhos visuais, cartas e toda a sua biblioteca à usc, onde foi inaugurado, em 1975, o Instituto Schoenberg numa pequena estrutura modernista: a universidade pagou cerca de 500 mil dólares pelo prédio e possuía 300 mil dólares anuais para as despesas de manutenção e realização de concertos. Quando aceitei uma cadeira no Departamento de Inglês da usc, em 1977, o Instituto era, para mim, uma grande atração. Sob a direção de Leonard Stein, um dos mais bem-sucedidos alunos de Schoenberg, o Instituto organizava concertos, patrocinava um jornal e realizava excelentes pequenas mostras de manuscritos do compositor, de seus quadros expressionistas e de sua correspondência com vários artistas e escritores. Na entrada, havia uma fascinante cópia do estudo de Schoenberg sobre Rockingham Road.

Apesar de Schoenberg ter conseguido seguidores fiéis na Los Angeles do período da Guerra e de suas obras orquestrais terem sido executadas sob a direção de Otto Klemperer e Leopold Stokowski, aos olhos do público ele continuava a ser um compositor “esotérico”, incompreensível. É emblemático que, após se aposentar da UCLA em 1946, Schoenberg se inscreveu para obter ajuda financeira da Guggenheim Fellowship para terminar sua grande ópera Moses and Aaron: ela lhe foi recusada. No Instituto Schoenberg, o público dos concertos era pequeno e os curadores da universidade obviamente queriam “tirar maior proveito”, como disse um dos administradores. Na verdade, a universidade queria que o Instituto aumentasse as salas e incluísse repertórios além daqueles de Schoenberg, a fim de atrair um público maior. Os filhos do compositor, considerados “difíceis” nos círculos da usc, eventualmente se irritaram e decidiram mudar o arquivo para outro local. Embora várias universidades e instituições tivessem mostrado pelo menos algum interesse, nenhuma delas tinha fundos suficientes disponíveis.

Assim, em 1998, os Schoenberg devolveram o arquivo de seu pai ao seu local de nascimento. Em Viena, o arquivo obteve forte apoio do governo – uma situação inimaginável nos Estados Unidos. O governo austríaco gastou 4 milhões de dólares para transformar o espaço do Palais Fanto, no mais moderno centro de pesquisa, espaço de exposições e sala de concertos. O governo também concordou em continuar apoiando o Centro Schoenberg com um orçamento de aproximadamente 1 milhão de dólares por ano enquanto ele durar. O diretor do Centro, Christian Meyer, declarou que “Schoenberg foi o mais importante compositor austríaco do século xx e esta é uma oportunidade única para os austríacos terem acesso direto a um aspecto importante da sua cultura que eles não conheceram tão bem quanto deveriam” [6].

Talvez este “aspecto de sua cultura” tenha ficado obscuro para os austríacos devido à amnésia dos anos nazistas e suas conseqüências. No entanto, não podemos deixar de admirar a generosidade do governo austríaco e a vontade dos contribuintes de apoiar esta causa. O Centro (fig. 1) está localizado no coração da velha cidade de Viena, exatamente na extremidade oposta da Schwarzenbergplatz em que está a Musikverein, a casa da Filarmônica de Viena e a alguns passos do famoso Conservatório de Música de Viena.

 

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Fig. 1. Palais Fanto, Viena

 

Esta proximidade significa que maestros como Zubin Mehta e Claudio Abbado podem passar para olhar os manuscritos de trabalhos que eles pretendem conduzir. O Centro imediatamente iniciou uma série de concertos, simpósios e eventos especiais e, agora, patrocina bolsas de estudo, estágios e cursos, bem como um moderno website e projetos de computador através dos quais manuscritos raros e valiosos estão sendo digitalizados. A casa do compositor no subúrbio de Viena em Mödling foi igualmente reaberta com uma exibição permanente e uma série de palestras.

Depois das dificuldades que os herdeiros de Schoenberg enfrentaram em Los Angeles, eles estão evidentemente encantados com o novo local. Suas negociações com o governo austríaco, por exemplo, incluíram uma audiência particular com o Chanceler. Isso também seria inimaginável não só nos Estados Unidos, mas em muitos outros países, mesmo menores que a Áustria. No entanto, eu ainda tenho minhas dúvidas. Pois por mais inspirador que seja testemunhar o patrocínio do governo para um local como o Centro Schoenberg, não posso esquecer que o Palais Fanto está somente a alguns minutos do Rathaus, em cujas sessões do parlamento o partido neofacista de Jörg Haider possui, neste momento, representação significativa. E me lembro que Ingeborg Bachmann, que nasceu numa família protonazista em Klagenfurt em 1926, freqüentemente fazia comentários sobre o eufemismo “os sete anos” (die Sieben Jahre), como o designavam oficialmente a Segunda Guerra Mundial; no período pós-guerra a Áustria, como um país “ocupado”, que “escapou” tanto da campanha de desnazificação, que ocorreu na Alemanha e na então Cortina de Ferro.

Além disso, existe uma ironia pessoal para mim na idéia de que o novo Centro Schoenberg deveria estar localizado no Palais Fanto, com o qual tenho laços de família. O website do Centro diz o seguinte sobre o dono original do Palais:

David Fanto iniciou sua carreira como um aprendiz de banca de jornais em Viena. Mais tarde, como um homem de negócios bem-sucedido, ele adquiriu campos de petróleo na Galícia, Romênia e Polônia. Ele fundou uma das primeiras refinarias em Pardubitz e participou de assuntos relativos à perfuração de poços de petróleo no Oriente. Durante a guerra, houve uma forte recessão no negócio de óleo mineral. Em 1916, David Fanto comprou o Castelo Pottenbrunn, perto de St. Pölten. Em 1917 ele construiu o palácio da cidade (que recebeu seu nome) na Schwarzenbergplatz 6. Após a guerra, na Tchecoslováquia, ele foi um ativista em nome da restauração da monarquia. David Fanto morreu em 1922. Deixou duas filhas e um filho, Richard Fanto, que herdou o Castelo Pottenbrunn [7].

Richard Fanto pode ter herdado os milhões do negócio de petróleo de seu pai, mas seu destino mostra um lado bem diferente da Kultur vienense. Como um jovem rico, Richard Fanto tinha um forte desejo: tornar-se um oficial da cavalaria no regimento mais exclusivo e de elite: os Yellow Dragoons do Kaiser Franz Josef. Como meu primo Herbert Schüller conta, em suas memórias de família ainda não publicadas, escrito em inglês em 1995, os Yellow Dragoons “vestiam calças vermelhas, túnicas azuis com dragonas amarelas... sobre as quais usavam uma couraça de metal brilhante, ou peitoral, e um capacete estranhamente curvo”. Para um jovem de ascendência judaica, mesmo um católico batizado e praticante como Richard Fanto, tornar-se um membro do Yellow Dragoons era quase impossível. Mas David Fanto tornou isso possível ao arranjar um casamento entre seu filho e a filha de um marechal pobre, Barão Horsetski. Depois da Primeira Guerra Mundial, os Fanto perderam sua fortuna, o casamento de Richard fracassou e aquele que tinha sido um elegante dragoon um dia, um brilhante cavaleiro premiado com inúmeros troféus, passou seus anos tentando administrar suas parcas economias e jogando cartas no Jockey Club. Sua filha Ina, que havia crescido num convento, se tornaria uma entusiasta nazista – um alto oficial do Bund Deutscher Mädchen.

Enquanto isso, a filha mais nova de David Fanto, Lili, casada com meu tio-avô Hugo, irmão de Richard Schüller, um médico, teve um destino bem diferente. Uma artista talentosa, cujo quadro de minha mãe em 1908 (com quatro anos) está pendurado em minha sala de jantar hoje (fig. 2). Ela passou seus primeiros anos de casada viajando entre Viena e seu estúdio em Paris.

 

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Fig. 2. Lili Schüller,
Quadro de Ilse Schüller, 1908

 

Seus filhos Herbert e George foram praticamente criados por uma governanta. A explosão da guerra mudou tudo: Paris agora estava fora dos limites e Hugo, com quarenta anos, foi chamado para o serviço militar devido à escassez de médicos. Sozinha em Viena, Lili começou um caso com um homem chamado Herman Blau, casado com Hedi, irmã da vovó Erna Schüller, colocando minha avó entre irmã e cunhada. O duplo divórcio que separou as duas famílias foi naturalmente um grande escândalo. Ainda me lembro de ouvir, quando ainda menina, a história do doloroso caso judicial de 1918, quando Lili Fanto Schüller, questionada sobre sua razão para se divorciar de Hugo, alegou que ele não era “bom de cama”. Vovô Schüller, então um importante oficial do governo, ficou tão irritado com este comentário “vulgar” que ele obviamente não falou com ninguém o dia todo, e, devido às circunstâncias, tio Hugo ganhou a custódia dos dois filhos. A perda da fortuna dos Fanto e do casamento com um judeu muito menos elegante e mais transparente, Hermann Blau (embora ele tenha escolhido um nome mais neutro, Berndt, assim que se casou), iniciou uma série de negócios desastrosos. Quando os dois escaparam de Hitler em 1939, Lili, com 56 anos, se tornou uma costureira numa fábrica de roupas em Elmhurst, Long Island. Durante aproximadamente 15 anos ela costurou cintos na linha de montagem enquanto seu marido Herman trabalhava como encarregado de expedição de mercadorias. Ela viveu até os 101 anos, sustentada, em grande parte, por seus dois filhos, Herbert e George, que ela tinha tratado tão arrogantemente na infância. Lembro-me de tê-la visto uma vez na casa de George, em Washington, nos anos 1960: ela parecia uma verdadeira grande dame, com vestido preto e pérolas enquanto seu irmão Richard continuou a representar o oficial da cavalaria até morrer e a gabar-se de um dia ter conhecido os Hapsburgs.

 

[1]. Musil, Robert. The Man without Qualities [O Homem sem Qualidades], vol. 1. Trad. Sophie Wilkins. Ed. Burton Pike. Nova Iorque, Alfred A. Knopf, 1995, p. 29.
[2]. Bachmann, Ingeborg. Entrevista com Joseph-Hermann Sauter, 15 de setembro, 1965. In: Wir müssen wahre Sätze finden: Gespräche und Interviews. Munique, Piper, 1991, p. 63-4. Tradução minha.
[3]. Bernhard, Thomas. Heldenplatz. Frankfurt am Main, Suhrkampf, 1995, p. 163. Tradução minha.
[4]. Para uma informação biográfica detalhada, veja o website do Centro Arnold Schoenberg, http://www.schoenberg.at/ (13 de janeiro de 2003). O website de Schoenberg, como o da Neue Galerie, é extraordinariamente bem programado para estar de acordo com o esteticismo da Viena do fim do século. Estou escrevendo Schoenberg com oe ao invés de ö porque é prática comum em todas as referências a Schoenberg.
[5]. Ver Swed, Mark. “Now He’s the Pride of Vienna” [Agora Ele é o Orgulho de Viena]. Los Angeles Times: Calendar Section, 21 de junho de 1998, p. 7 e 78. Informações subseqüentes sobre os fatos e valores da venda foram tirados do artigo de Swed.
[6]. Idem, ibidem.
[7]. Website do Centro Arnold Schoenberg, descrição do Palais Fanto, http://www.schoenberg.at/ 2_center/palais_fanto_ehtm (8 de janeiro de 2003).

 

(... continua na edição impressa)

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