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Ouça Ginsberg lendo o poema Tyger, de Blake, em Live, e assista a um documentário sobre João Cabral

ROCÍO SANTILLANA
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ALAN MILLS
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A revista está aberta a receber colaborações, inéditas sempre, por email, que serão submetidas ao Conselho Editorial, podendo ou não ser publicadas.

 

 

NOVOS AUTORES
Sibila publica trabalhos de novos autores brasileiros e de poetas estrangeiros desconhecidos no Brasil.

 

ROCÍO SANTILLANA
Siente Lima como el cuarto prestado donde nació hace cuarenta años, y donde bautiza un poemario inédito, embarazada de su primera novela. Piensa Madrid como la habitación que alquila para ganarse la vida escribiendo guiones de tv, y en el que Virginia Woolf le hizo la primera visita. Su maleta es su cuarto propio y compartido, y en ella y con ella rodea atajos, acaricia dedos y extraña afectos cruzados. Se deambula a sí misma y devora paisajes hasta que se detenga en un lugar donde el aire de una playa sea la ropa que la abrigue camino de la universidad o de un huarique salsero.

Traca vertebral

tú sabes que me acelera verte ahí arriba
dislocado en tu emporio salsero
apuntando el cañón de tus ojos
a la diana de mi boca, al blanco de mi lengua
reptando el cable que baja de tu pantalón
al micrófono amplificado de mi falda.
 
yo sé bien que te enloquece
bailar sobre una mano en el suelo
hincar el aire con tu traca vertebral
y el juego de tu pelvis percutida.

los dos sabemos que te excita y me pierde
que me veas emparedada en el público
mi ombligo, un horno entre pubis de levadura
un torso paseando en mis manos su desabotoneo
enredándose al collar que retira de mis dientes
un sandunguero que me destrepa buscando
el toque de clave en el síncope de mi cadera.

pero lo que me pervierte es señalarte con el dedo                                             
hacer que traigas a mi arena tu tumbao amarrao
al punteo contenido del bajo
que tus labios mordisqueen
el aro que cuelga de mi oído
columpio donde se mece tu aliento
y el chéquere de tu voz me cataratea
mamá, sofócame como tú sabes
ay, dios, no me ampares, atorméntame, tú, diosa Ochún.

 

Poema del cuaderno inédito “Mi otra lengua” (2008).

 

Foto: Rocío Santillana

 

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ALAN MILLS
Alan Mills. Guatemala, 1979. Ha publicado Testamentofuturo* (www.librosminimos.org, 2007) y Síncopes (Perú: Zignos, 2007; México: Literal, 2007; Bolivia: Mandrágora Cartonera, 2007), que próximamente será editado en Brasil por Demónio Negro. Traduce del francés y del inglés y ha sido becario del Ministerio de Cultura de España. Nunca ha participado en concursos literarios.

* Testamentofuturo es una reunión de los libros: Los nombres ocultos (Magna Terra, Guatemala: 2002);  Marca de Agua (Editorial Cultura, Guatemala: 2005) y Poemas sensibles (Editorial Praxis, México: 2005).

Un día después reconocí mi camino

s)

Vimos pasar el avión en que volvías
Desde el desierto llegó a parecer
El pájaro de acero Unos indios
Sioux nos íbamos sintiendo
Pero somos otro tipo de indios
No estamos en reservas     Te reservamos
El lugar en los restaurantes   ahí nos vas viendo
Igual que nosotros ahora te vemos
Surcar el aire y un trueno de manjares
Entre los dientes  Hasta aquí abajo llega el ruidito
Debiste pedir “pasillo”   muy pronto
Te haremos ir al baño  porque te estamos
Deseando la comida y eso es una
Maldición

 

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ELISA BIAGINI
Elisa Biagini nasceu em Florença, Itália, em 1970, onde se formou em História da Arte Contemporânea. Logo em seguida ao mestrado, mudou-se para os Estados Unidos para estudar e escrever uma tese de doutorado em Literatura Italiana Contemporânea. Trabalhou como professora em universidades norte-americanas, onde viveu por cinco anos. Seus poemas têm sido publicados em revistas literárias italianas importantes. Elisa Biagini publicou dois livros de poemas: Questi nodi (1993) e Uova (1999), este em versão bilíngüe italiano/inglês. Além disso, é tradutora da poesia de Sharon Olds e de Alicia Ostriker. Traduzo esses poemas inéditos a pedido de Régis Bonvicino. (AB)

Vejo meus textos como ferozes, lúcidos, nunca como bonitinhos ou resignados.
– Elisa Biagini

(Uncanny) bone

(afinal esta é
uma zona sísmica)

Um ovo quebrado na goela
a cada passo,
leite velho de anos
que coalha dentro
                          da jarra,
cheiro de pão, escuro:

este espelhamento
penteia-me os ossos,

marmoriza
o respiro.

Tu me arrastas a
ti e pelo peso
a ponta do
joelho risca
o lenho:
o tiquetear
da concha
segue meu
pulso e
          torce
o olho.

erva-se minha
mão
na espera,

floreia-se a perna
de passos
indigestos.

gota de teu osso
que desbasta ao toque,

cintila, acende
o negro do ouvido.

Essas tuas mãos
que agora geram
a luz
       enquanto o resto
escurece e se torce,

plástico no fogo.

E aqui te toco
(pela primeira vez)
e o braço se
irradia de
vogais
         e racha-se
a mão
em consoantes.

Estalemos os dentes
para nos sentirmos

(código morse que brune
e veia o mármore).

(chuta a tina,
prende-te na linha
de som
que nos amarra e que
nos ranha o pulso.)

Sentamos em cadeiras
no vácuo,
meadas de olhos
desenroladas aos pés,
os dedos evaporados
a abraçar-te a sombra.

Ponho-te
a mão
na testa

busco os
cabelos-rastilho

mas acho
tua/minha pele,
folha de cola
que teu rastro
retém.

tu levas uma pedra
em cada olho,
cílios que
batendo
raspam,

crepitante
                olhar-me.

Ponho
Uma das mãos
em teu esterno
                        assopro
                         no osso.

(e depois
nos afastamos
feito pálpebras ao amanhecer)

Estás suando
o não-dito
e o lenço enegrece
de palavras:
a nosssa língua
fechada na gaveta,
sem  puxador.

Te aproximas
desparafusando os joelhos,
lascando a distância
densa feito o retro
do espelho.
(Frio de uma luz
de súbito acesa)

Osso de mármore,
ombro onde
estrear os dentes

enquanto desfocas,
fazes te ver
deslabiado, tropeças
no outro cordão
umbilical.

(e após tanto
sacudir
estas palavras afloram
feito bolhas de um óleo
que jamais com a tua água
liga)

Eu passo por
teu corpo como
mão dentro d´água,
entro em tua casa
de ossos e na
soleira
         toco-te

a sombra da boca.

Sonido que sobe
do retro do
joelho, funda
gaveta de tampas
e pálpebras, de elásticos
trançados feito
rugas.

dedo no olho
apertando até
ficares
da cor do
gesso apagado,
água que vibra,

espelho turvo.

Te perdi,
atentamente,
                   e caso acenda
um fósforo a teu rosto,
o tempo queima-me
de encontro.

(livremente inspirado em “Osso” de e com Virgilio Steni, 2006)

Tradução: Aurora Bernardini

 

(Uncanny) bone

(dopotutto questa è
zona sismica)

Un uovo rotto in gola
ad ogni passo,
latte di anni
che caglia dentro
                         al bricco,
odor di pane buio:

questo specchiarsi
mi pettina le ossa,

mi immarma
il respirare.

Tu mi trascini in
te e dal peso
la punta del
ginocchio riga
il legno:
quel ticchettar
di mestolo
segue il mio
polso e
           sloga
l’occhio.

mi si erba
la mano
nell’attesa,

s’infiora la gamba
di passi
indigeriti.

goccia del tuo osso
che scartavetra al tocco,

scintilla che accende
il nero dell’orecchio.

Queste tue mani
che adesso fanno
luce
      mentre il resto
s’abbuia e si torce,

plastica nel fuoco.

E qui ti tocco
(per la prima volta)
e mi si irradia
il braccio di
vocali
        e mi si crepa
la mano
in consonanti.

scricchioliamoci i denti
per sentirci

(segnale morse che imbuia
e vena il marmo).

(scalcia il catino,
impigliati nel filo
di suono che
c’annoda e che
ci riga il polso.)

Sediamo su due sedie
sottovuoto,
matasse d’occhi
srotolate intorno ai piedi,
le dita svaporate
ad abbracciarti l’ombra.

Ti metto
la mano
sulla testa

cerco i
capelli-miccia

ma trovo
tua/mia pelle,
sfoglia di colla
che la tua traccia
tiene.

tu porti una pietra
in ogni occhio,
ciglia che
al battere
raschiano,

crepitante
               guardarmi.

Ti metto
una mano
sullo sterno
                   soffio
                   nell’osso

(e dopo
ci allontaniamo
come palpebre al mattino)

Stai sudando
il non-detto
e s’annera il fazzoletto
di parole:
la nostra lingua
chiusa in un cassetto,
senza maniglia.

Ti avvicini
svitandoti i ginocchi,
scheggiando la distanza
densa come il retro
di uno specchio.
(Freddo di luce
all’improvviso accesa)

Osso di marmo,
spalla su cui
provare i denti

mentre ti sfuochi,
ti fai slabbrato
vedere, inciampi
nell’altro cordone
ombelicale.

(e dopo tanto
scuotere
queste parole affiorano
come bolle d’un olio
che mai con la tua acqua
lega)

Io ti passo
nel corpo come
mano nell’acqua,
t’entro la casa
d’ossa e sulla
soglia
         ti tocco
l’ombra della bocca.

Suono che sale
dal retro del
ginocchio, fondo
cassetto di coperchi
e palpebre, d’elastici
intrecciati come
rughe.

dito sull’occhio
a premere finché
tu mi diventi
color di
gesso cancellato,
acqua che vibra,

specchio incupito.

Ti ho perduto,
attentamente,
                    e se accendo
un fiammifero al tuo viso,
il tempo mi si brucia
incontro.

(liberamente ispirato ad “Osso” di e con Virgilio Sieni, 2006)

 

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IVÁN HUMANES
Iván Humanes Bespín, nacido en Barcelona (España) en 1976. Licenciado en Derecho por la Universidad de Barcelona y realizó estudios de Filosofía. Codirector de la revista literaria DADO ROTO. Es colaborador de la revista Escribir y Publicar  y del sitio electrónico Literaturas.com, para los que ha realizado entrevistas a Martin Amis, Andreu Martin, Fernando Arrabal, Guillermo Martínez, Lázsló Krazsnahorkai, Peter Stamm, Agustín Fernández Mallo o Stephan Audeguy, entre otros. En el 2005 publicó el libro La memoria del laberinto (Biblioteca CyH), que consta de diecinueve relatos cortos. En 2006 el ensayo Malditos. La biblioteca olvidada (Grafein Ed.), del que es coautor. Y en 2007 en la obra 101 coños, que aúna hiperbreves e ilustraciones (Grafein Ed.). Su sitio en la red es www.ivanhumanes.com

Cinco poemas de IVÁN HUMANES Bespín

Selección del cuaderno Hibernia. Tributo a la novela Corrección, de Thomas Bernhard

A Rolando Sánchez Mejías

Cono

A fin de cuentas
            nada es tan importante
como la construcción meditada del Cono
en el centro geométrico del bosque de Kobernauss.

Todo hombre tiene una idea que lo
            mata lentamente.
Roithamer ya ambicionó componer el Cono.
Hijo suicida / Paraguas negro de un tal Bernhard.

La corrección incesante de la idea
            maneras de perseguir lo imposible.
Ése espacio perfecto que debe proteger la vida.
Aislar el alma de las turbulencias de la rara felicidad.

Aniquilar todo lo que rodea al foco
            tarea del que lo habita.
Diseñar una sala de meditación sin dolor.
Evitar que se instale a vivir el recuerdo del recuerdo.

Los pájaros negros sobrevolarán el Cono
            habitantes mortíferos.
¡El gran teatro de Oklahoma os llama!
¡Sólo os llamará entonces, por primera y última vez!

A fin de cuentas
            nada es más peligroso
que la corrección perpetua de un centro exclusivo
en el corazón permanente del bosque de Kobernauss.

La zona

Esperanza en el buscador
y en el secreto
de la Zona;
afán de transitar el camino
no explorado. Huir.

Superar el hormigón extinto,
cepa artificial
de la lejana industria;
vestigio de lo anterior.

Renunciar a lo que fuiste
y a lo que eres:
summa barroca
o resta minimalista.

La vista en el camino.
Dentro del mundo pero
fuera
del mundo.

En la Zona poco será permanente.

Bosque de Kobernauss

acaso una Región a la vera del camino
que se extiende más allá de cualquier límite por frecuentar
el barro gatea por los árboles a la conquista de copas sagradas

allí
tiempo quieto
piedras y río transcurren
sabedores del fin del tiempo

Kobernauss
olvido del presente
bajo su piel ríos de lava
empujan / comprimen tierra y cielo
ríos son venas vivificantes
no han degenerado sus pastos en fría grieta
aguas traídas con el viento leve

un párpado se abre al bosque
sólo un hombre intuirá su secreto
sólo El Hombre agonizará tras conocerlo.

Narrador anónimo

Dijo Bernhard que dijo el Narrador Anónimo
Todo es escuela y en esa escuela soy profesor y alumno
Y en la intensidad entre ambas cosas
Y en la integridad entre ambas cosas
La consecuencia lógica,
El Cono.

Hibernia

(In memoriam R. Walser)           

Es la nieve un manto que espesa ideas
y marca la profundidad de la bota
(que es profundidad de la idea)
con precisión de medidor atómico.

Caminando sobre huellas
y no desear nada. Recordar: la Naturaleza
no debe esforzarse por ser importante
(lo es).

Preguntar por poesía. No escuchar más que las
sombras. Y alejarse a zancadas cuando llegan
niños que descubren el cadáver de botas
gruesas y levita
negra.

 

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BRUNO E CÉLIA
Célia Gonçalves é poeta portuguesa.

Obras em casa

Amigos,

Como sabem estamos a fazer obras na nossa casa, devagarinho, todos os fins de semana.

Este é o aspecto que a nossa casa tem agora

Linda, não é? Rústica, acolhedora.......

Mas, se tudo correr como planeado, nós acreditamos que é assim que vai ficar:

Ou talvez assim: Se mudarmos uma janelita aqui, outra ali.....uma coisita aqui, outra ali:

Acreditamos piamente que a vista será esta: ( Pode ser que consigamos comprar o campo de Golfe da Curia, que fica em frente e pagarmos a suaves prestações de 20 euros em 400 anos) - os nosso netos que acabem de pagar! Ora essa!

Os nossos amigos que nos quiserem visitar ficaram aqui neste anexo - Há quem acredito que o 'anexo' é a nossa bela autocaravana de 1972, também ela a precisar de reforma, mas depois iremos elaborar mais ou menos isto?

Gostam?

Abraços a todos!!!!!

Peço desculpa aos amigos a quem não tenho ligado, mas agora já sabem porquê.

 

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GUY VELOSO
Guy Veloso, 38 anos, paraense, fotógrafo, com exposições individuais em diversos países, entre eles Cuba, Alemanha, Chile e Argentina. A partir de 2007,  inicia (paralelamente à fotografia) documentação em vídeo, com ênfase a religiosidade brasileira. Site: www.fotografiadocumental.com.br

Entre a fé e a febre

www.fotografiadocumental.com.br

 

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Salvador Gallardo Cabrera
Nació en Aguascalientes, en 1963. Estudió filosofía en la UNAM. En 1983 obtuvo el premio nacional de poesía joven. Ha publicado: Sublunar (poesía, JGH editores, 1997); Las máximas políticas del mar (ensayo, Vértice, 1998). Colabora permanentemente en la Revista de la Universidad de México, así como en suplementos literarios de México y el extranjero. Es editor de la colección de ensayo Trayectos y devenires. Libros del Umbral publicará en breve Sobre la tierra no hay medida –una morfología de los espacios- .

Cinco cajas para una instalación

Caja # 1

Contiene 3 gubias sujetas con una liga de goma/ navaja de afeitar con mango de carey, incrustaciones de plata o níquel, y una placa con este monograma: DGS/ frasco gotero de 10 ml./  un casete; en la etiqueta del lado A está escrito: Varios; en la del lado B: Music for amplified toy pianos/ vainas de colorines en una lata de sardinas/ volante de pizzas Hut/ cuaderno de bocetos marca Cachet con el lomo quebrado/ un pedazo de lápiz/ fotografía de una estela de reactor en el cielo/veleta-gallo oxidada con 4 orificios de bala calibre 22/ botecito de yogurt lleno de cáscaras de avellana/ tarjetas de palabras clasificadas por rimas/ libélula en un frasco de formol/ microchip en una cajita metálica de vick-vaporub/ placa con huellas fósiles de helechos/ cinta métrica/ fotografía de una casa roja de madera en el barrio de los ferrocarrileros de Aguascalientes/  

Caja # 2

En la tapa de la caja está escrito a grandes trazos y con tinta color verde: De la verificación general de objetos antiguos y actuales. Verificación general, subrayado. Contiene miles y cientos de miles de listas, clasificaciones, morfologías y tablas de localización. También hay 54 disketes en una bolsa de plástico con una etiqueta en blanco. Listas escritas a mano, otras en máquina mecánica y otras más en computadora. Las hojas tienen 3 columnas: un nombre en la primera, un dibujo-descripción en la segunda y una cifra de localización geográfica en la tercera. Los dibujos no aspiran a la representación; parecen funcionar como elementos de invocación: corazón en un hueco en la casilla que corresponde a la magnolia, por ejemplo. A partir de la página 13, es posible notar la ruptura del sistema de comparaciones y analogías: las coincidencias entre los nombres, los dibujos-descripciones y las localizaciones se dislocan e iluminan ángulos difíciles de percibir. En la entrada “Estanque de metano”, hay un dibujo de un satélite muy alto sobre el océano y como cifra de localización las coordenadas de La Haya. Desde ahí, aparece  una taxonomía dislocada por clases impuras, géneros escurridizos, fisuras entre los parentescos y las especies, evoluciones que no proceden por diferenciación, sino que saltan de una línea a otra entre seres totalmente heterogéneos; genealogías cruzadas y comunidades simbióticas. Cada página tiene muescas en las comisuras, líneas marginales en color naranja y cortes como entradas o perfiles. ¿Son marcas de un orden mayor; de un orden que daría sentido total a esas miles de páginas?

Caja # 3

Contiene 129 no objetos, objetos que se anulan a sí mismos, objetos provenientes de almacenes secundarios, objetos sin propósito alguno, objetos en ebullición, objetos desequilibrados, objetos de adaptación instantánea (al tocarlos se funden con nosotros replegándose sobre sí mismos), objetos en estado de hibernación,  neo-objetos, objetos-trampa, objetos armándose con una paciencia presta para lo infinito, objetos que tienen por estómago a un hombre, objetos desfondados, objetos sin contorno, metaobjetos, objetos congelados en su perfección, objetos obturados en las terrazas electrónicas, objetos en mudanza incesante (no permiten hacerse una representación de ellos), objetos de doble coyuntura, objetos imposibles, objetos-cardumen, objetos desventrados, objetos de última generación rebasados por la obsolescencia, objetos desestructurados, objetos textuales de persecución, chupaobjetos, dispositivos u objetos de umbral. Son 129. No describiré ninguno.

Caja # 4

Contiene un cuaderno con observaciones tomadas desde una ventana que da al Parque Hundido. Tres muestras:

12:25 – 12:29  [ventana cerrada. lunes. nublado. lloviznó]

pájaro con el pecho naranja en la jacaranda/ un policía atraviesa el audiorama lentamente. se detiene en el primer círculo de bancas. busca algo; luego sale/ avión/ mujer con tenis color rosa haciendo jogging. lleva dos perros; uno tiene tres patas, el otro es un dálmata/ gato jaspeado en gris echado bajo un plátano/ hombre con tenis color rojo haciendo jogging. usa audífonos/ la banderota nacional reluce por estar mojada

13:42 – 13:46  [ventana abierta. lunes. nublado con viento]

ardilla color café con gris salta de un eucalipto al muro de separación del parque (hay unos pájaros que tienen la misma combinación de colores)/ sonidos: viento entre las ramas, viento entrando por la ventana, trinos aislados, las cuatro estaciones de Vivaldi desde el audiorama, un claxon distante/ nueva vuelta de la mujer con tenis rosa; el perro de tres patas mantiene el paso/ pareja de ancianos acompañados por una sirvienta que empuja una carreola. la vieja tira de un tanquecito de oxígeno con llantas/ avión/ gorrión picoteando en el limonero/ olor a madera quemada/ hombre con tenis color azul cielo y perro chihuahua al lado/ ondea la banderota nacional

5: 22 – 5:26  [ventana abierta. miércoles. frío.]

sonidos: trinos aislados, silbido del aspersor encendido, campanas/ luz delgada aún no toca el suelo/ olor a eucalipto/ helicóptero cruzando de norte a sur/un farol prende y apaga/ indistinguible la banderota nacional

Caja # 5

Contiene paquetes de tarjetas. Cada paquete, de grosor variable, abre con un símbolo topográfico dibujado a trazos gruesos como con un pincel chino. En las tarjetas que le siguen se consignan diferentes trayectos-historias por medio de frases cortas, palabras sueltas y dibujos de otros símbolos topográficos.

Bajo el signo topográfico Canal de navegación:

Interrumpo prosa del registro. Desvío no señalado en mapas.  Cruzado límite término provincial. Bruma. No encontramos la estación meteorológica. No encontramos las lagunas con agua constante. Viramos varias veces. No encontramos la vía doble de ferrocarril. Una señal desconocida, como un bucle, pintada en muro color amarillo ocre. Ruinas. Transformador oxidado. Zona no consignada en mapas. Pozo seco al norte. Puente de hierro quebrado. Neblina. Torre vigía en ruinas. Árboles desconocidos. Naturaleza extraña y hostil. Marismas. Saltos de agua. Regresar. Imposible reconocer los trayectos. Ninguna vía permanece. Mudanza de los canales de navegación.   

 

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Marcelo Sandman
Marcelo Sandmann é professor de literatura na UFPR, poeta e compositor. Lançou, em 1998, o CD Cantos da Palavra, com composições suas em parceria com Benito Rodriguez, produção musical de Paulo Brandão e interpretações de Silvia Contursi.Publicou, em 2000, pela 7Letras, do Rio de Janeiro, seu primeiro livro de poesia, Lírico Renitente e, em 2006, pela Medusa, de Curitiba, Criptógrafo Amador. Colabora em diversas revistas de literatura & arte do país.

Tempus fugit (I)

Talvez pelo
simples, pelo
inevitável fato
de que o prazo,
a validade (ver
informações no
verso) deste
corpo esteja
aos poucos
(morituri te
salutant)
se esgotando,

não saia pelas
tardes da cidade,
em dias de céu
azul e sol,
sem que um
(pés bonitos
nas sandálias)
rabo-de-saia
não acenda
qualquer coisa
irrevogável aqui
em mim.

Outrora caminhei
incólume, um
tanto por timidez,
outro tanto por
princípio (sempre
a recusa ao
típico, ostensivo
sestro
masculino: o
ruído obsceno
nos lábios, a
palavra maliciosa,
o assovio
impulsivo).

Mas agora que
sei que sou
precário e me
vejo aguilhoado
de tal modo ali no
extremo da raiz do
(digamos)
“nervo lírico”,
fico pensando
aqui comigo: mas
que bobagem,
como fui tolo,
que
desperdício!

Sim, mocinha
distraída. Dobrado
o Cabo (ainda)
Tormentório,
algumas milhas
já além del mezzo
del cammin, Lobo
Bobo da Estepe
acossado pelos
próprios cães de
caça, Actéon
na selva de neon
clicando Diana
semi-
lua,

eis-me aqui,
do outro lado
da calçada,
prestes a fazer
o gesto, a dizer
a tal palavra,
a saltar por sobre
a rua numa
cabriola doida,

e postar-me
(ou melhor:
prostrar-me),
diante de você,
com um buquê
de rosas
cor de sangue na mão,
feliz! feliz! feliz!
por saber que ainda
não chegou (pois
vai chegar, já está
chegando) a
minha hora.

 

Tempus fugit (II)

Não,
ainda
não fiz
o exame da
próstata
(alea jacta
est),
não sei dos
índices do
meu
colesterol,
nem como
bate (se é que
bate)
o coração.

De uns
tempos para
cá (preciso
registrar),
ando mais
tolerante ao
álcool,
menos a
políticos e a
cigarros
e com ganas de
esganar
o primeiro
que me grite
aos
ouvidos.

Dentes,
olhos, pele,
sangue,
urina,
fezes,
nada.
Não fiz
qualquer exame.
(Por obséquio,
contenha a
risada.)
Sei que
corro riscos.
Mas um homem
(digno do
nome), há de
correr
riscos.
Como
rezava mesmo
aquele velho
bordão?
“Quem quer
passar além do
Bojador...”

Sabe, doutor:
meus avós
rasgaram mouros,
cruzaram
mares,
chegaram a
Cipangos,
Catais,
Índias lendárias.
Correram o
risco de
piores
malefícios.

Eu,
“entre os finos
animais de
Moscóvia
zibelinos”,
deitado neste
catre de ouro
torpe, com
o corpo a
gosto
(todo)
constrangido,
faço-lhe apenas
um pedido:
não me cure
esta asma
metafísica,
nem me alivie
os pruridos
der-
ris-
ório-
s.

 

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MARCEL LUEIRO
(La Habana, 1977). Periodista y editor. En el 2005 publicó el poemario Amanecer del 17 rojo (Editorial de la Mujer, Habana). Estos poemas forman parte del libro inédito Sopa china (2007).  

Cassiopeia

   la

soledad

      se

                     parece

al

                               estado

                   natural

  de

                         las

cosas  

 

Tratado occidental

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una cama

Una Cama

   Sutra  

 

Filosos

cierta conjugación

     certeza de conjugar

ciertos y conjugados verbos

     que antes de Ser,  

     nombres

     doblando

     la esquina.  

 

Bourgeois asimilación of the diversidad

compact chic porcelain chic cellphone chic 
blue vinyl chic chocolate chic human rights chic  
radical chic underground chic fine arts chic 
avantgarde chic tribal ecstasy chic  
close to the sky chic
cosmetic heart chic
bum badum chic
299 dollars cheap

gotas orales
     se escurren de tus labios
queda el silencio. 

   (THE GREAT BIG BANG) 

 

. . . . . . . . . .

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PEDRO SILVA SENA
Lisboa, 1975. Em poesia, publicou Cancioneiro do Absurdo (Edições Tema, 1999) e participou na antologia Canto de Mar (Biblioteca Municipal Nazaré, 2005). Os poemas que envia fazem parte de um poemário recente, ainda inédito, A Rua Amarela, reunindo textos sobre Lisboa e o bairro onde vive. http://www.arvoredaspalavras.blogspot.com

A Rua Amarela 

sobre Nossa Senhora do Monte redondíssima dilatada a lua branquejava como de 
halogéneo atrevida de eclipse 
 

o cento e tal 
das escadas em degraus 
dobrada ao meio dia 
vazios 
 

 
na rua amarela-limão-torrado de sol 
 
as manhãs sobem escadas silenciosas 
 
as tardes descem leves conversas 
 
espanta-se o pombal semeado a pão molhado 
 
há Santo António sardinhado, jogos de futebol

 
bons dias boas tardes e conta no merceeiro 
 
- canta-lhe o canário o dia soalheiro 


 
pardas osgas da madrugada 
nas paredes da rua caçando 
borboletas da traça à fixa luz 
em volta se aproximando 
 
em volta se aproximando 
taralhoucas do brilho encantadas 
borboletas da traça ligeiras cuidai 
atentas estão as osgas sossegadas 
 

 
tremessombram ciciosas no estrelejante oiro 
 
desprendem-se 
 
uma a uma 
 
as folhas 

da cidade

 

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MÁRIO ALEX ROSA
Mário Alex Rosa reside em Belo Horizonte, onde é professor de literatura brasileira no UNI-BH. Tem poemas publicados em jornais e revistas de poesia. Traduziu Alejandra Pizarnik. Publicou recentemente seu primeiro livro infantil: ABC Futebol Clube e outros poemas, Editora Bagagem. Em breve, sairá seu primeiro livro de poemas adulto: Via Férrea.

 

 

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ROXANA CRISÓLOGO
Roxana Crisólogo (Lima, 1966). Escribió los poemarios Abajo sobre el cielo (1999), Animal del camino (2001) y Ludy D (2006). Tiene en prensa el libro Trenes. <www.roxanacrisologo.com>

bajo al balneario
a escuchar canciones colombianas
los turistas se han ido a Miami
los delfines pastan en una necesidad compulsiva de comprar
jóvenes cenizos que nada tienen que ver con la suerte
porque aquí los peces son pirañas de otros ojos
una forma particular de tomar el sol
con el miedo entre las piernas
y yo sólo veo sus uñas
entre las hojas de tabaco cubano
que leen la suerte
como si sólo la muerte importara 

las viscosidades sin rumbo
que un lagarto de hule hunde en el mar
que el  tambor de la luna cubre de hielo
y un aire nórdico de lo inamovible
vende como postal

 

te desplomaste en el albedrío del aire
rodaste como una canción desmedida
en los textos más complejos del agua
en las arañas de luz que las palmeras
arrancan de una multitud
acordonada de pájaros
sin estación ni orilla

es tierra firme la playa
el mar su mundo interior
los nudos y voces que el faro
                        anticipa
en círculos y vitrales
de amaneceres borrosos
escenas de una vida aparente
en la lentitud de los techos
de una inclinación mortecina que arde 

y sin embargo una lluvia invisible
tiende su espalda
jabonosa para cepillarla
          la música
se arropa en su mundo
interior 

alguien se ofrece para leerme el tarot
las estrellas    digo    compañera
no creo en aquellos cartoncitos pintados de rojo
pero reconozco sus dedos     
         tu pasión
aquella luz

 

ahí donde el mar autóctono del espejo
deja caer el pulgar de la música
que la noche estanca
y se repite en pliegues de palmera
que el eco suave de alguna voz afónica
hunde en los basureros
flotantes que un remolino
de hojas disipa 

erizos
           muchachos
desperezan su rapidez
puntiaguda
en la insatisfacción de otros cuerpos 

y no entiendo qué más quiere saber
de mi país el parroquiano que me sopla
en la oreja una confesión amarga
como la que acabo de afinar
en el canto sobreviviente de una anguila  

que una muchacha escuda
en un vestido mínimo que otro cuerpo
aún más profano
dirige desde un pito del tamaño de la piedad 

los neumáticos oscilando bajo el sol
equilibrista de la batucada  

canciones que no repetiré más 

 

(inéditos de Esta playa no es mía)

 

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Willy GÓmez
Willy Gómez Migliaro (Lima-Perú, 1968). Ha dirigido las revistas de poesía POLVO ENAMORADO (1990-1992) y TOCAPUS (1993-1996). Así mismo ha publicado los libros de poesía ETÉREA, NADA COMO LOS CAMPOS y LA BREVE ETERNIDAD DE RAYMUNDO NÓVAK, todos bajo el sello Hipocampo Editores.

Sus poemas han aparecido en diferentes antologías como LA LETRA EN QUE NACIÓ LA PENA, muestra de poesía peruana 1970 – 2004, cuya selección estuvo a cargo de Maurizio Medo y Raúl Zurita (Santo Oficio editores 2004), POESÍA VIVA DEL PERÚ, Selección de Dante Medina, Edic. Universidad de Guadalajara, 2004. CAUDAL DE PIEDRA,  veinte poetas peruanos, elaborada por Julio Trujillo (Fondo Editorial de la Universidad Nacional Autónoma de México, 2005).  

Frankenstein

guerra de palestina
guerra de irak
guerra del perú
las carrozas pasan
y aquí el cuerpo tiene ya un movimiento complejo
que alimenta otros ojos
otras manos
tocando de nuevo
- mira
la re-
construcción
y todavía casi des-
hecho 

 

Series de grabados 

des-
compuesta para la máquina
lanzo una edición extraordinaria al prado
más allá del mar de la palabra deshecha
del cuerpo de los tigres
trabajosos  
ahora
al reproducir un ataque
o sentencia breve detrás de la imagen
inconcebible para la voz
& la representación visual
sobre el paisaje   

 

El campo de occidente 

agua dulce
desierto
herida
o cambio de piel
cuando se negocia la caída
la leyenda
de estos campos
donde perduran
silenciosas
las voces oscuras
de la única virtud
homérica   

 

Del libro inédito: Este medieval 

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MARTÍN GUBBINS
Santiago, 1971.  Magíster en Literatura Inglesa Moderna, Universidad de Londres. Entre 2002 y 2003 formó parte del Writers Forum Workshop e integró el colectivo London Under Construction, ambos en LondresHa realizado lecturas, performances y exposiciones en diferentes lugares de Chile y Europa. Además de autoeditar su trabajo en pequeñas publicaciones artesanales, ha publicado ÁLBUM (Colección La Troya, Ediciones Tácitas, Santiago, 2005, ISBN 956 8268 06 5) y fue incluido en DIEZ, la segunda selección de poesía visual del FDE (Colección Foro de Escritores, Santiago, 2005, ISBN 956 299 868 1). Su poesía visual en inglés se editará bajo el título The fallacy of the metre and other poems (Writers Forum Press, Londres, ISBN 1 84254 472 1). Fue co-productor de las Basement Readings: Writers Forum Workshop 2003, un CD editado en Londres en 2003 que contiene una sesión de lecturas del Writers Forum de Londres (ISBN 1 84254 505 1). Es el gestor principal a cargo del FDE y editor de la mayor parte de las publicaciones de esa grupo. Hoy trabaja individualmente y en colaboración con otros artistas. 

Se incluyen los siguientes textos: 

  1. Versos: Selección de poemas en verso del libro en proceso ENTOMOLOGÍA.
 
  1. Visuales: Selección de poemas visuales del libro en proceso ENTOMOLOGÍA.
 
  1. Scalas: Selección de poemas del libro en proceso SCALAS.

 

Vivo aún despierto

Vivo
Aún
Despierto
En una casa
En un bosque
Habitada
Por insectos
Engullida
Por gusanos
Que gustan
Del encierro
A salvo
Asumen
Y pagan
Deudas
Sobreviven
Al moverse
Dispersan
Los escombros
Partes
Piezas
Que no
Pudieron
Digerir
Polvo
Esquirlas
Retazos
Pupilas
De pronto
Un abismo
Luz ida
La imagen
Más allá
Generada
Por el lente
La foto
Más acá
En el muro
Asoleada
Por las tardes
Los ratones
Mordisquean
Madera
Plástico
PVC
Pero no
El vidrio
Que cubre
La foto
Sella
Ventanas
La foto
La toma
La luz
Se desliza
Refriega
Materiales
Carcome
De a poco
El suelo
Fierros
Enmarcan
Ventanas
La vía
Mirada
Lengua
Mancha
Capacidad
De la mancha
Asoma
Detrás
La mancha
Debajo
Paños
Algodones
Trapos
Gasas
Gotas
De aceite
Táctica
Vivo
Aún
Despierto
En una casa
Rodeada
De pinos
Árboles
Ácidos
Habitada
Por bichos
Depredadores
De
Vivo
En una casa
De telarañas
De capullos
De moscas
De ratas
Alerta
Despierto
Aserrín
Vivo
En el suelo
Ceniza
En las mesas
Una mancha
De aceite
Una mancha
Aceitosa
Tras los vidrios
Bajo el suelo
Todo
Lenguaje
Todo
Escritura
Aceite
Capacidad
De la mancha
Táctica
Orden
Emulsión
Foto
Enfoque
Disputa
Por retener
Lo ido
La luz
Pupilas
Abismo
Cada huella
Encerrada
Aquí
La vida
En una
Pantalla
Que falta
Un haz.

 

Ritmo

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Jennifer Sarah Frota
Jennifer Sarah Frota was born in El Centro, California, and currently resides in Natal, Rio Grande do Norte. She received a Master’s of Comparative Literature from San Francisco State University, with an emphasis on Brazilian Literature and Translation at the University of California at Berkeley and USP. Her translations of Brazilian poetry and fiction appear in: The Magazine: Literary Journal of SFSU New American Writing, (Oink! Press, editors Paul Hoover and  Maxine Chernoff), The Pip Anthology of World Poetry of the 20th Century (Vol. 3)-Nothing the Sun Could Not Explain: 20 Contemporary Brazilian Poets (Green Integer, 2003),  Sky-Eclipse, the poetry of Régis Bonvicino (Green Integer, 2002), Potiguar Rainforests: Nature and Surrealism, photos by Fernando Chiriboga and poetry by Leila Medeiros (Inti Press 2004), word for/word #10, Nypoesi and elsewhere. Some of her original poetry and experimental fiction has appeared in the literary journal Letterbox , DUSIE press and elsewhere.

Jennifer Sarah Frota nasceu em El Centro, California, e reside atualmente em Natal, RN.  Fez graduação em Letras e Mestrado em Literatura Comparada na San Francisco State University, com ênfases em literatura brasileira e tradução na Universidade de Berkeley e um ano de residência na USP. Suas traduções de poesias e ficção foram publicadas em:  The Magazine: Literary Journal of SFSU,  New American Writing #18, (Oink! Press,  edição de Paul Hoover e Maxine Chernoff, 2000),  The Pip Anthology of World Poetry of the 20th Century (vol.3) – Nothing the Sun Could Not Explain: 20 Contemporary Brazilian Poets (Green Integer, 2003), Sky-Eclipse, poemas de Régis Bonvicino (Green Integer, 2002), Potiguar Rainforests: Nature and Surrealism, fotos por Fernando Chiriboga e poemas de Leila Medeiros (Inti 2004), word for/word #10, Nypoesi e outras.  Alguns de seus próprios poemas e ficção experimental originais já foram publicados no Jornal literário Letterbox, DUSIE press e outros.

leaf feather petal

kingfisher pomegranate 
tanagers splash 
kiskadees in the banana leaves 
as hummingbirds honeysuckle 
Atlantic Rainforest under cobblestones 
& industrious ants of all sizes 
 
a long way from cherry blossoms 
Chinatown 
in the year of the rooster 
while crow pigeon sparrow 
chase down Grant at Chestnut 
past ladies, past dragons 
through the oily coffee smoke 
roasting beans 
& dim sum steam 
 
what call you from your northern garden? 
storm petrel 
in from the jersey shore 
starling longing

a robin mouthful of chubby grubs  
her breast so red her eggs so blue 
 
a long way from the cormorants laughing 
bobbing in the Pacific tide 
 
oh to the singing, oh to the flying 
this is the garden, this the garden 
 
you in yours 
and i in mine 
and the play of the vines 

 

um beijo santo augustino 

á flor

do olho                                                      d’água

uma pétala                                               veluda

                                 caiu da corola

num gesto puro                                       de admiração

        d’água                                             cintilante

da alegria                      do vento

pelo                               desejo                  de voar

de sentir

                                       molha,

porém, e                         se afoga

pedindo desculpas da                                 ousadia

ao descer 

me desculpa

não acontecerá novamente 
 

restaura-se a pureza do gesto

                                                                    nos fundos

ao decompor num

                                                                   solo denso, escuro

de onde mais tarde

                                                                     é comida

                                       pelos peixes  

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ANAMARÍA BRIEDE Westermeyer
(Valparaiso, Chile 1971)

Todos os arquivos em formato mp3.

Altares perforados

Ima gen

Altares perforados sobre una mesa

Altares perforados vuelo primero

Altares perforados impar es

Altares perforados desalojo

Tic tic tic tac trrr

Altares perforados 1 sobre blanco

 

Dream dream dream

 d    r    e    a      m      m     m  d    r    e    a   m    m   m   m    d   r    e   a   m   m   m   m

 

                            I s      m   y       d   r   e  a    m             m   y        d   r    e   a    m

 

Dnehaew      renies      tim        nettasch

Etgarf      sich      red      reltsnuek

 Rehm     SUBSTANZ     dnu    DAUER

  Rehiefrev     ennoek     remhanretnu

  Netcharteb         nertutnok      

 

E  G  U  A
                                                          
E  G  U  A
                                                            
E  G  U  A

 

Contornos de un sueño
7 fragmentos aturdidos en una boca   

 

Schliess deine Augen
Schliess deine Augen
Schliess deine Augen
Scliess deine Augen

 

Sch      sch      sch      sch        sch    
            
                                        
Silencio por favor

Dream dream dream

 

Un pasillo tejido de voces


Clique para ampliar.

Un pasillo tejido de voces 03

 

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SOL ECHEVARRIA
Sol Echevarria nasceu em Buenos Aires, Argentina, 1983. Estuda Letras na U.B.A e dirige a revista No Retornable (www.no-retornable.com.ar). Também é colaboradora de outras revistas de crítica literária. Os poemas foram extraídos do livro Balneario (Zorra/poesia, 2006).

relax

bandadas de chicos corren
en pelotas sobre la arena hirviendo

churros con dulce, pirulines,
cigarrillos armados,
frutos mordidos por gusanos
resacas estivales, algas
adheridas al cuerpo

viví las sensaciones
vocea un eslogan de Coca-Cola

me acoplo
al aburrimiento mortal
de los lobos marinos

los rayos pegan como látigos

una mujer de malos hábitos
alimenticios hace topless
sobre una toalla

es más linda que yo:
tiene un  bronceado perfecto

relax

bandos de garotos correm
pelados sobre a areia fervendo

churros com doce, caramelos,
cigarros armados,
frutos mordidos por vermes
ressacas do verão, algas
aderidas ao corpo

vive as sensações
apregoa o slogan da Coca-Cola

me acoplo
ao tédio mortal
dos lobos marinhos

raios batem como chicotes

a mulher com maus hábitos
alimentares faz topless
deitada numa toalha

é mais bonita do que eu:

tem um bronzeado perfeito


maratonista

el agua salpica y un tornado
de basura que da vueltas

bolsas de nylon chocan
mis piernas firmes, piernas
veloces

atravieso el balneario
en pleno éxodo y sigo

hasta que se apagan los ruidos

no más juegos masturbatorios
de flota flota
no más pupilas afiladas cortando
tangas y zungas

no más sonrisas en formol

maratonista

a água salpica e um remoinho
de lixo dá voltas

sacolas de nylon se chocam
minhas pernas firmes, pernas
velozes

atravesso a balneário
em pleno êxodo e sigo

até se apagarem os ruídos

não mais jogos masturbatórios
entre tantas bóias
não mais pupilas afiadas cortando
tangas e sungas

não mais sorrisos em formol


noctilucas

en los médanos la noche
cae deprisa

el milagro de la carta astral

cuidado con las bichas,
dice alguien señalando
el suelo

ocultas al flash
intermitente del faro

mujeres meando en un rincón
agachadas en la noche
risas, juegos y vestidos
de verano

un par de cuadras más dentro,
Joselo se queda ciego
en una mesa
del bar de floripondio

esta es la belleza americana

vagalumes

no meio  da noite
cai depressa

o milagre da letra astral

cuidado com as bichas,
diz alguém apontando
para o chão

ocultas ao flash
intermitente do farol

mulheres mijando num canto
agachadas na noite
risos, jogos e vestidos
de verão

um par de quadras adentro,
Joselo fica cego
numa das mesas
do bar do floripôndio

esta é a beleza americana

 

Traduções: Régis Bonvicino e Sol Echevarria

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Felipe Cussen
Santiago de Chile, 1974. Ha estudiado literatura y música. Es profesor de la Universidad Diego Portales. Ha publicado Mi rostro es el viento. (Santiago: Libros de la Elipse, 2001) y Esto es la globalización: (Santiago: Foro de Escritores, 2005). También  ha sido incluido en Gaborio. Artes de releer a Gabriel García Márquez (México D. F.: Jórale Editores, 2003), compilado por Julio Ortega, DOS (Santiago: Foro de Escritores, 2004), la antología de poesía visual DIEZ (Santiago: Foro de Escritores, 2005) y la antología Diecinueve (Poetas chilenos de los noventa), compilada por Francisca Lange (Santiago: J. C. Sáez Editor, 2006).

War Stories
Charles Bernstein

War is the extension of prose by other means.
A guerra é a extensão da prosa por outros meios.
La guerra es la expresión de la prosa. 

War is never having to say you’re sorry.
A guerra é jamais ter que pedir desculpas.
La guerra no admite disculpas. 

War is the logical outcome of moral certainty.
A guerra é a conseqüência lógica da certeza moral.
La guerra es la consecuencia lógica de la certeza mortal. 

War is conflict resolution for the aesthetically challenged.
A guerra é terapia para os esteticamente deficientes.
La guerra es la anestesia de la estética. 

War is a slow boat to heaven and an express train to hell.
A guerra é um barco lento para o paraíso e um trem expresso para o inferno.
La guerra va en barca por el infierno. 

War is either a failure to communicate or the most direct expression possible.
A guerra é ruído na comunicação ou a expressão mais direta possível.
La guerra efrtsj rfgrsjfhr frrshgrs. 

War is the first resort of scoundrels.
A guerra é a primeira arma da canalha.
La guerra es canalla. 

War is the legitimate right of the powerless to resist the violence of the powerful.
A guerra é legítima defesa dos fracos para resistir à violência dos fortes.
La guerra es la legítima defensa frente los ilegítimos. 

War is delusion just as peace is imaginary.
A guerra é tanto delírio quanta a paz é imaginária.
La guerra es desilusión. 

“War is beautiful because it combines the gunfire, the cannonades, the cease-fire, the scents, and the stench of putrefaction into a symphony.”
“A guerra é linda porque mescla arma de fogo, estrondos, trégua, cheiros e o fedor da putrefação numa sinfonia.”
La guerra es una sinfonía de fuegos de artificio. 

“War is a thing that decides how it is to be done when it is to be done.”
“A guerra é coisa que se decide como vai ser feita quando está para ser feita”.
La guerra se decide cuando ya está decidida. 

War is not a justification for the self-righteousness of the people who oppose it.
A guerra não é justificativa para os rígidos que se opõem a ela.
La guerra es injustificable. 

War is other people.
A guerra são os outros.
La guerra está en otra parte. 

War is a five-mile hike in a one-mile cemetery.
A guerra é um passeio infinito num cemitério finito.
La guerra es un vistazo hacia la muerte. 

War is nature’s way of saying I told you so.
A guerra é o modo de a natureza se confirmar selvagem.
La naturaleza de la guerra es insaciable. 

War is a fashioning of opportunity.
A guerra é uma nova oportunidade.
La guerra nunca es oportuna. 

War is “a nipponized bit of the old sixth avenue el.”
A guerra é “uma lasca nipônica do velho metrô aéreo da Sexta Avenida”.
La guerra está en un chip japonés. 

War is the reluctant foundation of justice and the unconscious guarantor of liberty.
A guerra é vigília hesitante pela justiça e guardiã insciente da liberdade.
La guerra es la vigilancia despierta de la libertad dormida. 

War is the broken dream of the patriot.
A guerra é o sonho abatido do patriota.
La guerra es el sueño caído del patriota. 

War is the slow death of idealism.
A guerra é a morte lenta do idealismo.
La guerra es de ideas rápidas. 

War is realpolitik for the old and unmitigated realism for the young.
A guerra é realpolitik para os velhos e realismo exacerbado para os jovens.
La guerra es real para viejos y jóvenes. 

War is pragmatism with an inhuman face.
A guerra é o pragmatismo com cara desumana.
La guerra es pragmática. 

War is for the state what despair is for the person.
A guerra é verdadeiro estado de desespero para as pessoas.
La guerra es la desesperación del Estado frente a las personas. 

War is the end of the road for those who’ve lost their bearings.
A guerra é o fim da linha para os impacientes.
La guerra siempre acaba tarde. 

War is a poem that is afraid of its shadow but furious in its course.
A guerra é um poema que está aflito com sua sombra e furioso em seu curso.
La guerra es un poema sin sombras. 

War is men turned into steel and women turned into ash.
A guerra é o homem feito aço e a mulher cinzas.
La guerra es una mezcla de fierro y cenizas. 

War is never a reason for war but seldom a reason for anything else.
A guerra nunca é razão para a guerra e raramente razão para qualquer outra coisa.
La guerra tiene razones que la razón desconoce. 

War is a casualty of truth just as truth is a casualty of war.
A guerra é a vítima da verdade como a verdade é vítima da guerra.
Las víctimas de la guerra son víctimas de verdad. 

War is the redress of the naked.
A guerra é o níquel dos despidos.
La guerra es un placebo. 

War is the opiate of the politicians.
A guerra é ópio dos políticos.
La guerra no es el opio del pueblo. 

War is to compromise what morbidity is to mortality.
A guerra está para o compromisso como a morbidez para o morticínio.
La guerra es un compromiso inmoral. 

War is poetry without song.
A guerra é poesia sem acordes.
La guerra es poesía muda. 

War is the world’s betrayal of the earth’s plenitude.
A guerra é a traição do mundo à plenitude da terra.
La guerra es una traición planetaria. 

War is like a gorilla at a teletype machine: not always the best choice but sometimes the only one you’ve got.
A guerra é como um gorila numa máquina de teletipos: sempre nunca a melhor opção mas às vezes a única.
La guerra es la primera opción de los gorilas. 

War is a fever that feeds on blood.
A guerra é uma febre que se nutre de sangue.
La guerra es sangre hirviendo. 

War is never more than an extension of thanatos.
A guerra nada mais é do que uma extensão de thanatos.
La guerra es TANAX. 

War is the older generation’s way of making up for the mistakes of its youth.
A guerra é o modo de os mais velhos compensar seus erros de juventude.
La guerra no recompensa. 

War is moral, peace is ethical.
A guerra é moral, a paz ética.
La guerra es un pesado morral. 

War is the ultimate entertainment.
A guerra é a última diversão.
La guerra son diversas maneras de ultimar. 

War is resistance in the flesh.
A guerra é resistência na carne.
La carne no resiste a la guerra. 

War is capitalism’s way of testing its limits.
A guerra é o modo como o capitalismo testa seus limites.
La guerra traspasa los límites del capitalismo. 

War is an inevitable product of class struggle.
A guerra é produto inevitável da luta de classes.
La guerra es evitable. 

War is technology’s uncle.
A guerra é a tia da tecnologia.
La tecnología es la sobrina de la guerra. 

War is an excuse for lots of bad anti-war poetry.
A guerra é um poema ambíguo,
que tenta desqualificar a crítica da guerra.
La poesía es ambigua, la guerra no. 

War is the right of a people who are oppressed.
A guerra é o direito dos esmagados.
La guerra es la opresión directa. 

War is news that stays news.
A guerra é a tradução perversa do original.
(E uma guerra entre seus leitores).
La guerra es intraducible. 

War is the principal weapon of a revolution that can never be achieved.
A guerra é a principal arma de uma revolução irrealizável.
La guerra es un arma cargada de futuro. 

War pays for those who have nothing to lose.
A guerra remunera aqueles que não têm nada a perder.
La guerra es un buen negocio. 

War is Surrealism without art.
A guerra é surrealismo sem arte.
La guerra es arte realista. 

War is not won but survived.
A guerra não tem vencedores mas sobreviventes.
La guerra vence a los sobrevivientes. 

War is two wrongs obliterating right.
A guerra é o duplo erro obliterando o acerto.
La guerra es un triple error. 

War is the abandonment of reason in the name of principle.
A guerra é o abandono da razão em nome do princípio.
La guerra es el principio del fin. 

War is sacrifice for an ideal.
A guerra é o pântano islâmico em Guantánamo.
La guerra no está ocurriendo. 

War is the desecration of the real.
A guerra é profanação do real.
La guerra es satánica. 

War is unjust even when it is just.
A guerra é injusta até quando é justa.
La guerra es injusta para los justos y para los injustos. 

War is the revenge of the dead on the living.
A guerra é a vindita dos mortos contra os vivos.
La guerra es la venganza de los muertos vivientes. 

War is revenge on the wrong person.
A guerra é vingança contra a pessoa errada.
La guerra es la venganza errada. 

War is the cry of the child in black, the woman in red, and the man in blue.
A guerra é o grito do menino em preto, da mulher em vermelho, e do homem em azul.
La guerra borra todos los colores. 

War is powerlessness.
A guerra é impotência.
La guerra es impotente. 

War is raw.
Guerra é guerra.
La Guerra yerra. 

War is the declared struggle of one state against another but it is also the undeclared violence of the state against its own people.
A guerra é a declaração de guerra de um estado contra outro e também violência não declarada do estado contra o seu povo.
La guerra está declarada. 

War is no vice in the defense of liberty; appeasement is no virtue in the pursuit of self-protection.
A guerra é pura na defesa das liberdades e a trégua não é virtude em seu intento de auto-proteção.
La guerra no da tregua. 

War is tyranny’s greatest foe.
A guerra é o maior inimigo da tirania.
Los tiranos son amigos de la guerra. 

War is tyranny’s greatest friend.
A guerra é a melhor amiga da tirania.
La guerra es amiga de los tiranos. 

War is the solution; but what is the problem?
A guerra é a solução e qual é o problema?
¿Cuál es el problema con la guerra? 

War is a horse that bridles its rider.
A guerra é um cavalo que freia o cavaleiro.
La guerra es un caballo desbocado. 

War is the inadequate symbol of human society.
A guerra é o símbolo inadequado da sociedade.
Los símbolos se adecúan a la guerra. 

War is the best way to stoke the dying embers of ancient enmities.
A guerra é o caminho mais curto para se reatiçar as cinzas de velhas inimizades.
La guerra es el camino más rápido. 

War is a battle for the hearts and minds of the heartless and mindless.
A guerra é uma batalha para os corações e mentes dos desalmados e descabeçados.
Los resultados de la guerra son descorazonadores. 

War is history as told by the victors.
A guerra é a história contada pelos ianques.
La guerra no se entiende. 

War is the death of civilization in the pursuit of civilization.
A guerra é a morte da civilização em nome da civilização.
La guerra no tiene nombre. 

War is the end justifying the meanness.
A guerra é o fim justificando o vil.
La guerra justifica a los medios. 

War is an SUV for every soccer Pop and social Mom.
A guerra éum tanque cheio de van para famílias felizes.
La guerra es un viaje de amigos en un bus lleno. 

War is made by the rich and paid by the poor.
A guerra é feita por ricos e paga pelos pobres.
Estamos en deuda con la guerra. 

War is the quality TV alternative to You Still Don’t Know Jacko: Cookin’ with Michael and Fear Factor: How to Marry a Bachelorette.
A guerra é a alternativa de qualidade na TV para Você ainda não conhece Michael: cozinhando com Michael Jackson e Big Brother: Namoro na TV
La guerra no existe en S.Q.P. 

War is not a metaphor.
A guerra não é metáfora.
La guerra no es metafórica. 

War is not ironic.
A guerra não é irônica.
La guerra no es irónica. 

War is sincerity in serial motion.
A guerra é sincera trama em série.
La guerra es una teleserie real. 

War is a game of chess etched in flesh.
A guerra é jogo de xadrez entalhado na carne.
La guerra es un juego de ajedrez en descomposición. 

War is tactical violence for strategic dominance.
A guerra é uma violência tática para uma dominação estratégica.
La guerra es un poder fáctico. 

War is international engagement to cover domestic indifference.
A guerra é engajamento internacional para disfarçar a indiferença doméstica.
La guerra es un compromiso ineludible.
War is the devil in overdrive.
A guerra é o diabo em sobremarcha.
La guerra es el diablo sobre un caballo desbocado. 

War is our only hope.
A guerra é nossa única esperança.
La guerra es nuestra última esperanza. 

War is our inheritance.
A guerra é nosso causa mortis.
La guerra la heredan los vivos. 

War is our patrimony.
A guerra é o nosso patrimônio.
La guerra es patrimonio de la humanidad. 

War is our right.
A guerra é nosso direito.
La guerra es de derecha. 

War is our obligation.
A guerra é nossa regra.
La guerra es obligatoria. 

War is justified only when it stops war.
A guerra é justificada pelo pós-guerra.
La posguerra no termina. 

War isn’t over even when it’s over.
A guerra nunca finda mesmo quando termina.
La guerra no termina. 

War is “over here.”
A guerra “acabou aqui”.
La guerra no acaba. 

War is the answer.
A guerra é a resposta.
La guerra no pregunta. 

War is here.
A guerra está aqui.
La guerra está aquí. 

War is this.
A guerra é isto.
La guerra es esto. 

War is now.
A guerra é agora.
¡La guerra ya! 

War is us.
A guerra sou E.U.
La guerra soy yo.

 
Traducción de Régis Bonvicino
Reducción de Felipe Cussen

 

Sordo.
Surdo.

Cierro los ojos,
Fecho os olhos,
pero los ojos no se cierran.
e eles não se fecham.
Tomo un martillo para golpearlos
Pego um martelo para golpeá-los
y sólo así se cierran,
e só assim se fecham,
aunque más que cerrarse
mais do que fechar-se
se hunden hacia adentro
soçobram adentro
y allí quedan colgando.
e ali sobram pendendo.
Cierro la boca,
Fecho a boca,
pero la boca no se cierra.
e a boca não se fecha.
Tomo de nuevo el martillo
Pego o martelo de novo
y golpeo los dientes
e golpeio os dentes
que quedan colgando
que sobram pendendo
y caen hacia adentro,
e caem adentro,
sucesivamente revueltos.
sucedendo-se em avessos

Pero me quedo
No entanto, sobro
con la última palabra
com a última palavra
en la boca.
em minha boca.

*

A noite oculta.
A noite oculta.

Me pierdo de vista.
Me perco de vista.
El invierno no concluye;
O inverno não se conclui;
sólo cambia su sombra
só muda sua sombra
por otros errores
por outros logros
a los que concurro
aos quais concorro
tranquilamente finalizado:
tranqüilamente finalizado:
(obscurezco trás mis ojos).
(obscureço atrás de meus olhos).

No vuelvo.
Não volto.

 

Traduções: Régis Bonvicino

 

Mi sueño americano. 
(“Every american can help”) 

1. 

- What a mess!     - ¡Qué mesa!
- I like brass instruments.   - Me gustan los instrumentos de brasa.
- You have to pull the door.   - Tienes que pulir la puerta.
- I don’t want to eat lentils.   - No quiero comer lentes. 

- The grass is green.    - La grasa es verde.
- The bend in the road.    - La venda en el camino.
- I want my balloon.    - Quiero mi balón.
- He was raped.     - Él fue rapado. 

- A ray of light.     - Un rey de luz.
- I don’t want to wear that cap.   - No quiero llevar puesta esa capa.
- I’ll bring the spade.    - Traeré la espada.    

- I would like to play the lute.   - Me gustaría tocar el luto.
- She’s very embarrased.   - Ella está muy embarazada. 
- Son of a bitch.     - Hijo de un bicho. 

2. 

I believe in you     Hay bilis en tú,  
You know the door to my very soul  Tú no, de dar tu más verde sol.
You're the light in my deepest darkest hour Tú dárselas sin más, y a pescar aura.
You're my savior when I fall   Tú dar más sabor, cuenta el sol.
And you may not think I care for you  Al tomar, no sé, ¡ay!, qué fortuna.
When you know down inside that I really do Cuando no dan, ensayar; hay relajo.
And it's me you need to show   Anís, ni yo ni tú, chao.
How deep is your love    Es típico, ¿no?

 

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ATELIÊ ABERTO

¡bailen putos!

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CAROLINA FERNÁNDEZ
Carolina O. Fernández nació en Lima. Ha obtenido premios de poesía en Perú, y ha publicado los poemarios: Cuando la luna crece  y Una   '  encendida en el desierto, además de textos  sobre cultura, discurso y poder en diversas publicaciones de Ecuador y Perú. Sus poemas y ensayos han aparecido además en revistas como Hueso húmero, Revista de Arte y Cultura, Dedo Crítico, Sieteculebras, y Sociología. Es profesora en la UNMSM  y en la Universidad de Lima.

Un zorro habla desde Huaro

Corre caro corre
ponte en lo alto y mira desde otro ángulo,
vuela tan cerca y tan lejos como puedas;
corre caro corre, el final puede
ser otros.
Pon tu cabeza
sobre el tintineo de agua de su
cuerpo como tantas veces en La Habana,
  Lares y Alangasí;
yo sé cómo te cautiva explorar, sentir
su secreto mundo.
Volverás rica en saber y beber
el agua viva de su cuerpo,
tierra que te impregnas
de horizonte pleno,
contempla desde lo alto y
vuelve cuando
la tarde alumbre.
Él distinguirá
tu perfume y yo me detendré en el camino
para bailar y cantar, sin prisa,
el movimiento de la rosa.

 

Escenario 2 
(fragmento)

Partieron para imprecar
la deforestación de la palabra
para devolver la pregunta
para que rompamos el destierro,

¿A dónde ir? ¿Si la tortura envanece a la
especie?

Hoy nuestras ofrendas, nuestras manos extendidas no encuentran respuesta. Será mejor navegar al interior de uno
mismo, tomar el primer tren, errar … 

navegar juntos en imperioso concierto, recoger nuestras huellas amables en el arenal. 

Aún distingo la energía de los pasos del poeta.
Aún veo su rostro. Rimence su rostro, chico malo,
su desplante ante la cámara y sus ojos buenos. 

 

en oaxaca nació virgilio

en oaxaca nació virgilio. en las calles de la parte menos occidental de la capital halló las prosas apátridas que lo condujeron hasta el perú. patria de la amIstad. coleccionaba máquinas de escribir para dibujar y pintar la contradicción y resistencia del poema. trazos imposibles, imperfección de la palabra, ávida búsqueda. su cuerpo canoro y llano retornó a oaxaca. homenaje  a la abejas.

 

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