Um dos poetas constantes do volume é Xi Chuan, de Beijing. No poema “Agosto”, por exemplo, ele trabalha com os traços acima descritos. Para falar das enchentes do verão, diz: “O mês de agosto são os olhos dos peixes / mortos na terra depois de uma inundação”; para falar dos insetos: “O mês de agosto é um mosquito / que voa abastecido de nosso sangue”. Um dos poetas mais interessantes é Yu Jian. A contrariar as expectativas ocidentais sobre a poesia chinesa, escreve, na peça intitulada “A respeito da rosa”: “e também quero ofertar germes à rosa, imundície à ave”. Listo alguns dos nomes que compõem o livro, além dos já citados: Lo Chih Cheng, Chen Ko Hua e Ling Yu, de Taiwan, Yu Chiang e Yo Xiang, do continente, além de Yao Feng, de Macau, e Yip Fai e Wong Leung Wo, de Hong Kong.
from Desperate Lines – a selectionautumn’s called off the cicadas CONSIDERAÇÕES SOBRE ALGUMA POESIA CONTEMPORÂNEAA questão da comunicação – tão importante para Cabral – parece ter afundado no esquecimento. Parece ter havido no Brasil não apenas uma resignação à falta de público, mas inclusive uma identificação entre o desinteresse público e a qualidade, ou entre a recusa do público e o caráter atual de uma prática. Ou seja, não é por a poesia não buscar a comunicação que o seu público contemporâneo se vê constantemente reduzido aos próprios poetas. Pelo contrário, a redução do público é quase um componente da própria definição de poesia contemporânea. |
La muerte de la creaciónPorque esta total disponibilidad (que el pasado y el futuro ya estén reducidos al presente por la tecnología), si no aumenta nuestro conocimiento, sí que nos hace más ignorantes de nuestra propia ignorancia, pues confundimos la facilidad y el acceso inmediato con el conocimiento o la creación cultural, cuando estos últimos sólo pueden tener lugar allí donde caben la extrañeza y la interrogación, que son los acicates del saber y del hacer creador. Sibila avalia a Casa das Rosas/Espaço Haroldo de CamposO que leva incontornavelmente a uma questão: o que pode o Estado em relação à poesia contemporânea? Se só pode muito pouco ou quase nada, para que todo o orçamento da Casa das Rosas? Dinheiro não é poder? E poder não é um verbo, ou seja, poder fazer? Poesia, aliás, poeisis em grego, também é um verbo, e igualmente significa fazer. O que faz de fato a Casa das Rosas pela poesia brasileira contemporânea? Qual é, aliás, o orçamento da Casa das Rosas? |







