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Escrito por Eduardo Milán
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Rimbaud passa da rebelião ao mito, o lugar que este estágio de civilização escolheu − depois de tê-lo sepultado no século 18 −, este mesmo que se vive agora, em sua emergência, como depósito de radicalismos. A poesia deste presente aceita tudo, mas sem drama. É o estado da terra poética. Ronda um ecletismo formal que responde a um desencanto vital. A pergunta é: pode a poesia sustentar uma linguagem “relativa”?
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Escrito por Luis Dolhnikoff
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a televisão não deu em nada o rock´n roll não deu em nada cair na estrada não deu em nada matar o papa não deu em nada
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Escrito por Fabio Riggi
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Escrito por Felipe Fortuna
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No Brasil, “Coração materno” ganhou vida nova quando Caetano Veloso a incluiu no disco-manifesto Tropicália, de 1968, com arranjo de Rogério Duprat. A interpretação do músico baiano serviu de contraponto à de Vicente Celestino no momento exato em que o movimento tropicalista buscava denunciar o convencionalismo, o exagero estético e mesmo o grotesco presente em muitas canções brasileiras.
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Escrito por Octavio Paz
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Começarei por uma confissão: estou certo da existência de alguns poemas escritos nos últimos cinquenta anos por alguns poetas latino-americanos, mas não estou certo da existência da poesia latino-americana. Experimento a mesma dúvida diante de expressões parecidas, como “poesia inglesa” ou “poesia francesa”.
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Escrito por Rodrigo Gurgel
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Não basta repudiar a leviandade da narradora, mas novas perguntas nos assaltam: como foi possível suportar, durante mais de 160 páginas, o relato monocórdio desse livro analisado por alguns como se fosse um romance, quando não passa de um conto que, suprimidos três quartos do volume, poderíamos ler com relativo gosto?
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