O público maior permanecerá atraído pelos grandes festivais, pela emoção das bolsas etc. etc. Mas haverá setores menores que, não insignificantes, permitirão a circulação do pensamento. Reitero não crer que apenas essa presença de um setor que demande produtos que desafiem a inteligência especulativa do receptor seja capaz de provocar alguma transformação social de peso. Mas, em país como o nosso, o advento de setor desse porte já provocaria uma transformação considerável.
Máfia e Irã perseguem Saviano e RushdieRoberto Saviano, jornalista e escritor italiano que completará 31 anos no próximo dia 22 de setembro, vive sob severa proteção policial por estar ameaçado de morte desde o lançamento do livro Gomorra – A história real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana, em 2006. O DESEJO DO INJUSTO NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
A desagregação do sentido da vida em comum arrisca subsumir o homem nesta alienação particular que Hannah Arendt nomeava “acosmismo”, o sentir-se estranho no mundo. Perro de GoyaPerro pintado: eres hermano del Kraken Poemala mesamicturiosa el mes que |
O estilizado Estive em Lisboa e lembrei de você, de Luiz RuffatoA cada categoria de leitor corresponde um jogo de enganos e simulações. Ao leitor mais culto ficam reservadas as epígrafes com poemas poeticamente corretos; ao leitor comum, partícipe em negativo das estatísticas de consumo per capita no que tange ao livro enquanto mercadoria, falará com mais autoridade a orelha marqueteira, com jeito de sinopse ou de trailer de filme: soluções para enlaçar o consumidor de livros de prosa. ARTE EN LA CRISIS ¿TODAVÍA ASOMBRO?Insisto en algo que insiste Slavoj Zizek: no hay lectores para el arte contemporáneo post-vanguardista (2). Inútil, entonces, remitir el problema a la esfera de que el lector medio necesita y pretende sobrevivir al margen de los problemas del mundo, una razón que explicaría el éxito descontrolado de una ficción de bajo perfil de talento en el mundo actual de los lectores. Pensar en arte real, con la carga histórica que eso representa en la actualidad, es prácticamente no pensar en lectores A década das tragédiasTudo isso me traz à tona um verso de Carlos Drummond de Andrade. Ele narra, no poema “Science Fiction”, de Lição de coisas (1962), a história de um marciano que chega à Terra e se espanta com a impotência, a impossibilidade humana: “como pode existir, pensou consigo, um ser/ que no existir põe tamanha anulação de existência?”. Nada indica que as coisas vão mudar. FABRÍCIO CORSALETTI ou “Honoris causa é hors concours”A quantidade de gente que já fez isso, essa ironia pseudo-humilde (e aqui verdadeiramente oca) contrastando o mundo rico (inclusive culturalmente) e vasto ao pobre e pequeno universo do poeta, que ele, não obstante, teimoso e heroicozinho reafirma, é tão imensa, de Oswald a Leminski, que o poeminha afinal ganha ao menos uma dimensão de grandeza: seu enorme sabor de déjà vu.
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